Eu andei e pelo chão eu vi você andando ao meu lado, comigo, nos mesmos passos. Ledo engano, era só a minha própria sombra. Era só a minha sombra, mas eu queria que não fosse. São os erros costumeiros desses olhos que sempre viram "nós" onde só havia "eu". Mas era como eu via, foi como eu vi. O amor foi meu ponto de vista. E, assim, sem temer a vida, te contei meu sonho, te deixei meu ponto, que não foi final, mas foi sinal. Agora, perdida em devaneios, me questiono: por que levastes, tudo aquilo que não me destes? Da tamanha esperança, da imensa saudade, ainda carrego tudo, ainda não tenho nada.
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